A acidose ruminal é uma doença metabólica que pode afetar vacas leiteiras em todas as fases de lactação, causando prejuízos produtivos e comprometendo o bem-estar animal. Ela ocorre principalmente pela ingestão excessiva de carboidratos altamente fermentáveis, que provocam um desequilíbrio no pH do rúmen. Por isso, uma dieta equilibrada é essencial para manter a saúde e o desempenho do rebanho.
Principais causas da acidose
- Excesso de grãos ricos em carboidratos fermentáveis, reduzindo a capacidade do rúmen de produzir saliva suficiente para neutralizar os ácidos.
- Baixa oferta de fibras ou fibras em tamanho inadequado, que não estimulam a ruminação e prejudicam o funcionamento do rúmen.
- Mudanças bruscas na dieta, que dificultam a adaptação dos microrganismos ruminais.
Sintomas mais comuns
- Diarreia escura e sinais de desidratação.
- Perda de apetite, fraqueza e apatia.
- Pelos arrepiados e mucosas pálidas.
- Oscilações na produção e redução do teor de gordura do leite.
- Inflamação nas lâminas dos cascos (laminite).
Como prevenir a acidose
- Dieta balanceada: garantir o fornecimento adequado de carboidratos e fibras, evitando mudanças abruptas na alimentação. O fracionamento da ração ao longo do dia também ajuda a manter o pH mais estável.
- Uso de tamponantes e aditivos: substâncias como tamponantes, leveduras e outros aditivos contribuem para o equilíbrio ruminal e favorecem a digestão.
O diagnóstico pode ser realizado por meio de exames de sangue ou da análise do fluido ruminal. Tanto o diagnóstico quanto o tratamento devem ser feitos com a orientação de um médico-veterinário, garantindo intervenções rápidas e eficazes para proteger a saúde do rebanho.
A acidose é um desafio comum em sistemas de produção leiteira, mas com manejo nutricional adequado, fracionamento da alimentação e suporte técnico, é possível prevenir o problema e manter o rebanho saudável e produtivo. Investir em uma dieta bem formulada é investir no futuro da sua produção, conte com a Oeste Nutrição.

